Quer que desenhe? Tempo é relativo

A noção em senso comum de tempo é inerente ao ser humano, visto que todos somos, em princípio, capazes de reconhecer e ordenar a ocorrência dos eventos percebidos pelos nossos sentidos. Contudo a ciência evidenciou várias vezes que nossos sentidos e percepções são mestres em nos enganar. A percepção de tempo inferida a partir de nossos sentidos é estabelecida via processos psicossomáticos, onde variadas variáveis, muitas com origem puramente psicológica, tomam parte, e assim como certamente todas as pessoas presenciaram em algum momento uma ilusão de ótica, da mesma forma de que em algum momento houve a sensação de que, em certos dias, determinados eventos transcorreram de forma muito rápida, e de que em outros os mesmos eventos transcorreram de forma bem lenta, mesmo que o relógio – aparelho especificamente construído para medida de tempo – diga o contrário.

Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: chronos e kairós. Enquanto o primeiro refere-se ao tempo cronológico (ou sequencial) que pode ser medido, esse último significa “o momento certo” ou “oportuno”: um momento indeterminado no tempo em que algo especial acontece. Em teologia descreve a forma qualitativa do tempo (o “tempo de Deus”), enquanto chronos é de natureza quantitativa (o “tempo dos homens”).

Na física, espaço-tempo é o sistema de coordenadas utilizado como base para o estudo da relatividade restrita e relatividade geral. O tempo e o espaço tridimensional são concebidos, em conjunto, como uma única variedade de quatro dimensões a que se dá o nome de espaço-tempo. Um ponto, no espaço-tempo, pode ser designado como um “acontecimento”. Cada acontecimento tem quatro coordenadas (t, x, y, z); ou, em coordenadas angulares, t, r, θ, e φ que dizem o local e a hora em que ele ocorreu, ocorre ou ocorrerá.
Pontos no espaço-tempo são chamados de eventos e são definidos por quatro números, por exemplo, (x, y, z, ct), onde c é a velocidade da luz e pode ser considerado como a velocidade que um observador se move no tempo. Isto é, eventos separados no tempo de apenas 1 segundo estão a 300.000 km um do outro no espaço-tempo.
Assim como utilizamos as coordenadas x, y e z para definir pontos no espaço em 3 dimensões, na relatividade especial utilizamos uma coordenada a mais para definir o tempo de acontecimento de um evento.

Dilatação do tempo designa, no âmbito da mecânica einsteiniana, entre outros o fenômeno pelo qual um observador percebe, em virtude do movimento relativo não acelerado entre os dois referenciais, que o relógio de um outro observador que encontra-se a afastar-se, fisicamente idêntico ao seu próprio relógio, está a “andar” mais devagar do que o tempo que observador infere, no caso mais devagar do que seu tempo próprio.

Para uma outra perspectiva, o tempo registrado em relógios que estão em referenciais inerciais estáticos um em relação ao outro será inferido sempre com a mesma taxa relativa; em outras palavras, se uma nova nave C viaja paralelamente a nave A, havendo repouso de uma em relação uma a outra, do ponto de vista da nave A, os eventos na nave C dar-se-iam em ritmo “normal”, ou seja, o mesmo ocorrendo de forma recíproca. Os eventos em A seriam vistos ocorrendo em ritmo “normal” por um observador na nave C; de forma que, ao compararem-se os relógios das duas naves, esses registram tempos com taxas relativas iguais e unitárias. O mesmo seria inferido caso a nave C estivesse justaposta à nave B.

Série destinada a explicar de uma maneira simples, direta e com bom humor matérias que nem sempre conseguimos aprender em semanas.

Fontes:

Wikipédia:

Tempo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tempo

Espaço-tempo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Espa%C3%A7o-tempo

Dilatação do tempo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dilata%C3%A7%C3%A3o_do_tempo

Youtube:

Canal QuerQueDesenhe
https://www.youtube.com/user/QuerQueDesenhe

Outros:

Experimento sobre a relatividade do tempo:

Relatividade, relógios atômicos e a história do tempo

CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=86682

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